Rio de Janeiro e São Paulo: as principais diferenças terminológicas na dublagem

Que Rio e São Paulo têm lá suas rixas como a famosa “é bolacha ou biscoito?”, isso não dá pra negar, não é verdade? rs. No entanto, o objetivo do post de hoje aqui no Traduzindo a Dublagem não é arrumar treta e nem semear a discórdia, pode ficar tranquilo! Na verdade, meu intuito desta sexta-feira é falar sim um pouquinho sobre a cidade maravilhosa e a terra da garoa, mas abordando um aspecto bem curioso: algumas diferenças terminológicas existentes na área de dublagem entre esses dois estados. Quer saber quais são? Então vem comigo! 😉

Como qualquer área da tradução, a dublagem tem seus próprios jargões, e não são poucos. Para poderem exercer bem o seu trabalho, é crucial que o tradutor para dublagem, assim como os próprios dubladores, conheçam os termos utilizados no ramo, inclusive os que serão citados no post de hoje. Há muitos termos que são comuns e uniformes no eixo Rio-São Paulo, o principal eixo de dublagem no Brasil, mas sabia que existem alguns que são mais comuns de serem falados de certa forma no Rio e de outra em São Paulo?

O nosso foco de hoje será justamente nessas principais diferenças terminológicas, mas lembrando que, mesmo dentro do estado do Rio de Janeiro ou do estado de São Paulo, a terminologia interna empregada dentro dos estúdios podem vir a sofrer alguma variação. Porém, os termos citados abaixo são os mais comuns tanto na cidade maravilhosa quanto na terra da garoa. Pronto? Então vamos começar com a nossa lista de termos e suas respectivas definições!

1) Loop (Rio de Janeiro) X Anel (São Paulo)

Os loops ou anéis são trechos de mais ou menos vinte segundos de uma produção audiovisual. Após a finalização da tradução, o arquivo traduzido é dividido nesses loops/anéis pelo diretor de dublagem. Munido do levantamento de personagens, ele pode ver quantos dubladores serão necessários para dublar a produção em questão, e quantos loops/anéis cada personagem/dublador terá. E por que saber essa quantidade é tão importante? É porque o número total de loops/anéis serve para calcular o número de horas totais de trabalho dos dubladores, já que eles ganham por hora.

Ah, e uma curiosidade: você sabe o motivo do texto ser dividido nesses pequenos trechinhos até hoje e serem chamados desse jeito? É porque antigamente os filmes vinham em rolo, e esse rolo era cortado nesses trechos de mais ou menos vinte segundos 😉

2) Espelho de personagens (Rio de Janeiro) X Mapa de personagens (São Paulo)

Ao final do arquivo traduzido, é comum haver uma tabela onde consta todos os personagens que aparecem ao longo de uma produção audiovisual. A essa tabela, dá-se o nome de espelho de personagens ou mapa de personagens, e é importante que eles sejam sinalizados em ordem de aparição!

3) Letreiro (Rio de Janeiro) X Placa/Escrito (São Paulo)

Sabe aquela voz invisível nas produções dubladas que costuma narrar o que está escrito em uma placa de trânsito, em um letreiro de hotel ou em uma manchete de jornal? Pois é, essas informações visuais presentes nas produções e que são escritas são os letreiros, placas ou escritos.

Como já foi dito, essas informações costumam ser narradas pela tal voz invisível ou até mesmo pelos próprios personagens, algo que vem sendo cada vez mais comum (graças a Deus rs). Para ilustrar, vamos supor que um homem esteja lendo uma manchete de jornal. É mais interessante e crível que saia a voz dele lendo a manchete neste momento, e não a voz do além de um narrador, concorda?

Ah, e dependendo do cliente e do projeto, pode-se optar por legendar a tradução em português do letreiro em vez de narrá-la. No entanto, de qualquer forma, cabe ao tradutor sinalizar sempre quaisquer letreiros que consiga localizar, especialmente os de maior relevância para a trama.

4) Bancada (Rio de Janeiro) X Estante (São Paulo)

Por fim, chegamos ao nosso quarto e último termo: a bancada ou estante. E o que seria isso? É aquele suporte onde o texto já traduzido e adaptado pelo tradutor para dublagem fica apoiado, para que os dubladores possam lê-lo no momento das gravações em estúdio.

E aí? Gostou de saber um pouco mais sobre essas diferenças entre Rio e São Paulo? Tinha alguma que você desconhecia? Se sim, deixa o seu comentário aqui e até a próxima sexta-feira. Um grande abraço e até o próximo post! 😉

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2 comentários em “Rio de Janeiro e São Paulo: as principais diferenças terminológicas na dublagem

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